O furto de energia elétrica segue sendo alvo de combate intenso em Rondônia e já resultou na prisão em flagrante de 58 pessoas somente em 2026.
As detenções foram realizadas após fiscalizações que identificaram irregularidades no consumo de energia, com apoio da Energisa, além da atuação da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica (Politec). Conhecida popularmente como “gato”, a prática é considerada crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena que pode variar de 2 a 8 anos de prisão.
Apesar das ações de combate, o problema ainda é recorrente no estado. Em 2025, outras 139 pessoas já haviam sido presas pelo mesmo tipo de infração. Para reduzir os casos, a concessionária tem ampliado as operações de fiscalização. Somente neste ano, mais de 40 mil inspeções foram realizadas em áreas urbanas e rurais de Rondônia. Como resultado, foram encontradas mais de 12 mil irregularidades, evidenciando a dimensão do problema.
Segundo a Energisa, as fraudes são identificadas em diferentes perfis de consumidores, desde residências até estabelecimentos comerciais de maior porte, demonstrando que a prática ilegal não está restrita a um único tipo de consumidor.
Além de ser crime, o furto de energia também representa riscos à segurança, podendo causar choques elétricos, incêndios e até explosões, além de prejudicar o fornecimento de energia para toda a comunidade.
Outro impacto é o aumento dos custos do sistema elétrico, que acaba afetando os consumidores que pagam corretamente.
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