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Banco Vermelho passa temporariamente pela Defensoria Pública de Jaru e reforça alerta contra a violência à mulher

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Banco Vermelho, símbolo nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio, está temporariamente instalado no Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Rondônia em Jaru.

O banco foi cedido pela Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Jaru e integra as ações locais de sensibilização e mobilização da sociedade para o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

A proposta é simples na forma, mas forte na mensagem. A cor vermelha simboliza a violência sofrida por milhares de mulheres, enquanto o banco colocado em espaços de circulação pública funciona como um convite à reflexão sobre as vítimas do feminicídio, a necessidade de prevenção e a importância de denunciar situações de violência.

A iniciativa ganhou respaldo nacional com a Lei Federal nº 14.942/2024, que incluiu o Banco Vermelho entre as ações de conscientização previstas na campanha Agosto Lilás.

Em Jaru, a circulação do banco também busca aproximar a mensagem dos diferentes espaços e instituições que fazem parte da rede de proteção à mulher. Desta vez, o local escolhido foi a Defensoria Pública, instituição que atua diretamente na orientação jurídica e na defesa de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo o defensor público Lucas do Couto Santana, coordenador do Núcleo da Defensoria Pública de Jaru, o caráter temporário da instalação contribui para ampliar o alcance da iniciativa.

“O Banco Vermelho tem uma mensagem que precisa circular. A sua passagem pela Defensoria Pública chama a atenção de servidores, assistidos e de todas as pessoas que procuram a instituição para uma realidade que não pode ser invisibilizada. O enfrentamento à violência contra a mulher exige informação, acolhimento e atuação integrada de toda a rede de proteção”, afirmou.

Para o defensor público, o símbolo também serve para lembrar às vítimas que existem instituições preparadas para orientá-las e assegurar seus direitos.

“Muitas vezes, o primeiro passo para romper um ciclo de violência é saber que existe ajuda e que há caminhos possíveis. A mulher não precisa enfrentar essa situação sozinha. A Defensoria Pública faz parte dessa rede e está à disposição para orientar, acolher juridicamente e buscar as medidas necessárias à proteção de seus direitos”, acrescentou.

A permanência do Banco Vermelho na Defensoria será temporária, seguindo a proposta de circulação do símbolo por diferentes espaços da comunidade.

Mais do que o tempo em que permanecerá em cada local, porém, a iniciativa pretende deixar uma mensagem duradoura: a violência contra a mulher deve ser reconhecida, denunciada e enfrentada por toda a sociedade.

# SERVIÇO — PRECISA DE AJUDA?

Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar — assim como familiares, amigos ou outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência — podem procurar orientação, proteção ou realizar uma denúncia.

Em situação de emergência ou risco imediato:* *Ligue 190 — Polícia Militar. O canal deve ser utilizado quando a violência estiver acontecendo ou houver risco imediato à integridade da vítima.

Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180:
Atendimento **gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana*, com orientação sobre direitos, informações sobre os serviços da rede de proteção, registro e encaminhamento de denúncias.
Telefone: 180

Defensoria Pública do Estado de Rondônia — Núcleo de Jaru:
A mulher pode procurar a Defensoria para obter orientação e assistência jurídica gratuita, inclusive quanto às medidas necessárias à proteção de seus direitos. A violência doméstica e os pedidos relacionados a medidas protetivas estão entre as matérias atendidas também em regime de plantão quando houver urgência.
Telefone/WhatsApp: (69) 99272-2348
E-mail: jaru@defensoria.ro.def.br

Não espere a violência se agravar. Buscar informação, orientação e proteção também é uma forma de romper o ciclo da violência.

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