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O Banco Vermelho, símbolo nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio, está temporariamente instalado no Núcleo da Defensoria Pública do Estado de Rondônia em Jaru.
A proposta é simples na forma, mas forte na mensagem. A cor vermelha simboliza a violência sofrida por milhares de mulheres, enquanto o banco colocado em espaços de circulação pública funciona como um convite à reflexão sobre as vítimas do feminicídio, a necessidade de prevenção e a importância de denunciar situações de violência.
Em Jaru, a circulação do banco também busca aproximar a mensagem dos diferentes espaços e instituições que fazem parte da rede de proteção à mulher. Desta vez, o local escolhido foi a Defensoria Pública, instituição que atua diretamente na orientação jurídica e na defesa de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo o defensor público Lucas do Couto Santana, coordenador do Núcleo da Defensoria Pública de Jaru, o caráter temporário da instalação contribui para ampliar o alcance da iniciativa.
“O Banco Vermelho tem uma mensagem que precisa circular. A sua passagem pela Defensoria Pública chama a atenção de servidores, assistidos e de todas as pessoas que procuram a instituição para uma realidade que não pode ser invisibilizada. O enfrentamento à violência contra a mulher exige informação, acolhimento e atuação integrada de toda a rede de proteção”, afirmou.
Para o defensor público, o símbolo também serve para lembrar às vítimas que existem instituições preparadas para orientá-las e assegurar seus direitos.
“Muitas vezes, o primeiro passo para romper um ciclo de violência é saber que existe ajuda e que há caminhos possíveis. A mulher não precisa enfrentar essa situação sozinha. A Defensoria Pública faz parte dessa rede e está à disposição para orientar, acolher juridicamente e buscar as medidas necessárias à proteção de seus direitos”, acrescentou.
A permanência do Banco Vermelho na Defensoria será temporária, seguindo a proposta de circulação do símbolo por diferentes espaços da comunidade.
Mais do que o tempo em que permanecerá em cada local, porém, a iniciativa pretende deixar uma mensagem duradoura: a violência contra a mulher deve ser reconhecida, denunciada e enfrentada por toda a sociedade.
# SERVIÇO — PRECISA DE AJUDA?
Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar — assim como familiares, amigos ou outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência — podem procurar orientação, proteção ou realizar uma denúncia.
Em situação de emergência ou risco imediato:* *Ligue 190 — Polícia Militar. O canal deve ser utilizado quando a violência estiver acontecendo ou houver risco imediato à integridade da vítima.
Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180:
Atendimento **gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana*, com orientação sobre direitos, informações sobre os serviços da rede de proteção, registro e encaminhamento de denúncias.
Telefone: 180
Defensoria Pública do Estado de Rondônia — Núcleo de Jaru:
A mulher pode procurar a Defensoria para obter orientação e assistência jurídica gratuita, inclusive quanto às medidas necessárias à proteção de seus direitos. A violência doméstica e os pedidos relacionados a medidas protetivas estão entre as matérias atendidas também em regime de plantão quando houver urgência.
Telefone/WhatsApp: (69) 99272-2348
E-mail: jaru@defensoria.ro.def.br
Não espere a violência se agravar. Buscar informação, orientação e proteção também é uma forma de romper o ciclo da violência.


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