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Jaru, 25 de outubro de 2026

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Abstenção no primeiro turno supera 33 milhões e bate recorde desde 1998

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Com 99,91% das urnas apuradas, foram contabilizados 33.428.584 eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar.

O índice representa a maior taxa de abstenção em uma eleição geral desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às seções eleitorais. O percentual também ficou acima dos registrados nos primeiros turnos de 2022, quando a abstenção foi de 20,93%, e de 2018, com 20,33%.

Em 2022, 32.739.676 eleitores deixaram de votar. Já em 2018, foram 29.940.386 ausentes. Os números mostram uma trajetória de crescimento da abstenção nas últimas eleições gerais.

Nove estados ficaram acima da média nacional

Segundo os dados da Justiça Eleitoral, nove estados registraram índices de abstenção superiores aos 21,08% da média nacional.

O maior percentual foi registrado em Mato Grosso do Sul, com 23,87% dos eleitores ausentes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 23,32%, e Minas Gerais, com 22,77%.

São Paulo também ficou acima da média nacional, com 22,54% de abstenção, representando um dos maiores contingentes absolutos de eleitores que não compareceram às urnas.

Mais de 125 milhões foram às urnas

O primeiro turno de 2026 tinha aproximadamente 158,7 milhões de eleitores aptos. Desse total, cerca de 125,2 milhões compareceram aos locais de votação. Na prática, aproximadamente dois em cada dez eleitores deixaram de votar.

Apesar da alta abstenção, quem não votou no primeiro turno ainda poderá participar do segundo turno, desde que o título eleitoral esteja regularizado. A ausência no primeiro turno também deve ser justificada dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Os dados reforçam a importância de acompanhar a situação eleitoral e regularizar eventuais pendências junto à Justiça Eleitoral.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / Agência Brasil.