O número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu 9,2% no Brasil em 2025, mas o problema ainda atinge quase 1,5 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua.
De acordo com o levantamento, o país registrou aproximadamente 1 milhão e 499 mil crianças e adolescentes nessa situação, contra cerca de 1 milhão e 650 mil em 2024. A redução representa aproximadamente 151 mil casos a menos e o menor número da série histórica iniciada em 2016. Mesmo com o avanço, o trabalho infantil ainda corresponde a 4% da população brasileira nessa faixa etária.

Mais de 525 mil estavam nas piores formas de trabalho infantil
Um dos dados mais preocupantes da pesquisa é que 525 mil crianças e adolescentes estavam envolvidos nas chamadas piores formas de trabalho infantil. São atividades consideradas perigosas ou prejudiciais à saúde, à segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico dos menores.
O levantamento também identificou que aproximadamente 77% das crianças e adolescentes nessa situação realizavam atividades econômicas, enquanto os outros 23% desenvolviam atividades destinadas ao próprio consumo da família, como parte da produção de alimentos.
comércio e agricultura estão entre as principais atividades
Entre os setores que concentram crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, o comércio e a reparação de veículos aparecem em primeiro lugar, reunindo cerca de 29% dos casos. As atividades agrícolas representam quase 17%, seguidas pela indústria, com 12,5%, e pelos setores de alojamento e alimentação, com 12,2%.
A pesquisa também aponta diferenças entre os grupos. Os meninos representam 65,4% das crianças e adolescentes nessa condição, enquanto pessoas pretas ou pardas correspondem a 67% do total identificado.
Fonte: IBGE / Agência Brasil.












