Um caso que chocou moradores de Ji-Paraná está sendo investigado após a morte de um bebê ainda durante o processo de parto, na madrugada desta quarta-feira (25), no Hospital Municipal.
A situação gerou momentos de tensão dentro da unidade de saúde. Conforme a Polícia Militar, a equipe foi acionada nas primeiras horas da manhã após relatos de ameaças e depredação no local. O pai da criança, abalado com a perda, teria reagido com revolta ao receber a notícia da morte da filha.
Relatos da família
De acordo com familiares, a gestante procurou atendimento ainda na noite anterior e permaneceu por várias horas sentindo dores intensas e mal-estar. Eles afirmam que, mesmo diante do quadro, o procedimento não foi realizado de imediato.
A família relata que apenas no início da madrugada a paciente foi encaminhada para uma cesariana, mas o bebê já não apresentava sinais vitais.
As declarações levantam questionamentos sobre a condução do atendimento e se houve demora na tomada de decisão médica.
Reação e confusão
Após ser informado sobre a morte, o pai teria se descontrolado dentro da maternidade. Segundo o boletim de ocorrência, objetos foram danificados e profissionais chegaram a ser ameaçados.
Entre os itens atingidos estão um bebedouro, um lixeiro e uma porta de vidro. O homem deixou o hospital antes da chegada da polícia e não foi encontrado.
Versão da Secretaria de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a gestante estava sob acompanhamento e seguia protocolo para parto normal, com monitoramento dos batimentos do bebê.
Durante a madrugada, no entanto, foi identificada uma queda nos sinais vitais do feto, evoluindo para parada. Diante da situação, a equipe realizou uma cesariana de emergência.
Ainda segundo a Secretaria, foi constatada a presença de um nó no cordão umbilical — condição considerada rara, que pode comprometer a oxigenação do bebê.
Investigação em andamento
Mesmo com a possibilidade de causa natural, uma sindicância foi aberta para apurar todos os procedimentos adotados pela equipe médica e esclarecer o que de fato aconteceu.
O prazo inicial para conclusão da apuração é de até 20 dias.
O caso segue repercutindo e levanta debates sobre atendimento na rede pública de saúde, além de evidenciar a dor e o impacto emocional enfrentado pela família diante da perda.
Com informações do site Jornal Rondonia
Foto: Jornal Rondonia






