O mês de agosto, tradicionalmente conhecido como o auge da estiagem em Rondônia, começou de forma diferente neste ano. A previsão meteorológica aponta aumento das instabilidades atmosféricas e possibilidade de pancadas de chuva, trovoadas e até temporais isolados em várias regiões do estado.
Imagens do satélite GOES-16 e modelos de previsão mostram a formação de grandes áreas de instabilidade sobre a Amazônia Ocidental, com nuvens carregadas avançando do norte da Bolívia e do sul do Peru em direção ao oeste de Rondônia. Essas formações são típicas de tempestades capazes de provocar chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento.
Em Porto Velho, a previsão indica aumento da nebulosidade ao longo do dia, com pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Já em municípios como Jaru, Ariquemes, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena, também há previsão de pancadas isoladas, porém com menor intensidade.
Por que este ano está diferente?
Neste início de agosto, a atmosfera sobre a Amazônia Ocidental permanece mais úmida do que o normal. Os modelos meteorológicos mostram que a umidade não conseguiu se afastar completamente da região, permitindo a formação de áreas de instabilidade mesmo durante o período que costuma ser o mais seco do ano.
Isso significa que Rondônia está vivendo um inverno amazônico atípico: em vez de dias seguidos de céu limpo, baixa umidade e fumaça de queimadas, há maior frequência de nuvens, pancadas de chuva, trovoadas e temperaturas um pouco mais amenas após as precipitações.
É importante destacar que isso não significa que a estação chuvosa começou mais cedo. A tendência climática ainda é de predomínio do tempo seco em agosto e setembro, mas com episódios isolados de chuva provocados pelo excesso de umidade disponível na atmosfera. Essas precipitações ajudam temporariamente a reduzir o calor, melhoram a qualidade do ar e diminuem o risco de queimadas nos locais atingidos.
Apesar da previsão não indicar, por enquanto, tempestades de grande severidade, especialistas recomendam atenção às mudanças rápidas no tempo, principalmente durante as tardes e noites, quando há maior possibilidade de chuva intensa, raios e ventos fortes.
O início de agosto reforça um comportamento climático atípico para o inverno amazônico, que segue apresentando mais chuva do que o esperado para esta época do ano.
fonte: Massa news











