Jaru, 12 de julho de 2026
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Jaru, 12 de julho de 2026

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Levantamento com dados oficiais do Governo Federal coloca Jaru em destaque nacional na exportação de Castanha-do-Brasil industrializada

Após um estudo baseado exclusivamente nas estatísticas oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do sistema COMEX Stat, foi identificado que Jaru concentrou, no primeiro semestre de 2026, todo o volume exportado por Rondônia da NCM 0801.22.00, classificação fiscal correspondente à Castanha-do-Brasil sem casca, produto industrializado e de maior valor agregado da cadeia produtiva.

Os números oficiais mostram que Rondônia exportou, entre janeiro e junho de 2026: 187.000 kg de Castanha-do-Brasil sem casca; US$ 2.365.998 FOB em vendas internacionais. Ao cruzar esses dados com a base oficial de exportações por município do próprio MDIC, verificou-se que Jaru apresenta exatamente os mesmos volumes e valores registrados para todo o Estado de Rondônia, evidenciando o protagonismo do município na exportação desse produto.

O levantamento trouxe um importante desafio metodológico.

A base pública do Governo Federal que apresenta os municípios exportadores utiliza a classificação SH4 0801, que reúne diferentes produtos, como coco, castanha de caju e Castanha-do-Brasil.

Isso faz com que municípios do Nordeste, por exemplo, apareçam entre os maiores exportadores desse grupo devido à forte participação da castanha de caju e do coco, e não necessariamente da Castanha-do-Brasil.

Para evitar interpretações equivocadas, foi desenvolvida uma metodologia de cruzamento entre três bases oficiais do MDIC:

Exportações da NCM 0801.21.00 (Castanha-do-Brasil com casca);

Exportações da NCM 0801.22.00 (Castanha-do-Brasil sem casca);

Base oficial de exportações por município (SH4 0801).

Esse cruzamento permitiu separar a exportação de matéria-prima da exportação do produto industrializado, proporcionando uma visão muito mais precisa sobre onde está concentrada a geração de valor dentro da cadeia produtiva.

Jaru passa a representar um novo momento da economia florestal

Os resultados mostram que Jaru não se destaca apenas pela produção ou comercialização da Castanha-do-Brasil.

O município passa a ser reconhecido pela capacidade de transformar um produto da floresta em alimento industrializado, pronto para abastecer mercados internacionais.

Essa transformação representa um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia, baseado na agregação de valor na origem, na geração de empregos qualificados, na industrialização regional e na ampliação da competitividade brasileira no mercado internacional.

Castanhas Ouro Verde impulsiona esse protagonismo

Esse desempenho acompanha a evolução da Castanhas Ouro Verde, agroindústria instalada em Jaru e especializada no beneficiamento e exportação de Castanha-do-Brasil.

Nos últimos anos, a empresa investiu na ampliação da capacidade industrial, em certificações internacionais, em sistemas de rastreabilidade e em tecnologia voltada à segurança de alimentos, permitindo que produtos industrializados em Rondônia alcancem mercados em diferentes continentes.

A presença dessa estrutura industrial fortalece o posicionamento de Jaru como um importante polo brasileiro da Castanha-do-Brasil beneficiada e demonstra o potencial do município para agregar valor aos recursos da floresta antes que deixem o país.

Desenvolvimento que permanece na região

Enquanto a exportação da Castanha-do-Brasil com casca transfere parte do processamento para outros países, a exportação da Castanha-do-Brasil sem casca mantém essa riqueza dentro da Amazônia.

Isso significa mais empregos industriais, maior arrecadação tributária, fortalecimento da economia regional e valorização do trabalho desenvolvido por produtores, colaboradores e empresas instaladas em Rondônia.

Mais do que exportar um produto, Jaru demonstra que é possível exportar tecnologia, qualidade, segurança de alimentos e desenvolvimento.

Um marco para Rondônia

O levantamento reforça que Rondônia vem consolidando uma nova posição na cadeia produtiva da Castanha-do-Brasil.

Ao invés de participar apenas como fornecedora de matéria-prima, o estado amplia sua presença na exportação de produtos industrializados, atendendo mercados internacionais que exigem elevados padrões de qualidade, certificação e rastreabilidade.

Nesse contexto, Jaru desponta como um dos principais símbolos desse processo de industrialização da bioeconomia amazônica.