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Jaru, 13 de julho de 2026

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Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue do Butantan após investigação de reações adversas

O Ministério da Saúde anunciou que suspendeu a imunização com a vacina do Butantan contra a dengue a partir desta segunda-feira (8) após 42 casos de reações adversas, entre eles duas mortes suspeitas registradas.

Os 42 casos representam 0,008% do total de 500 mil pessoas imunizadas até 30 de maio e estão sob investigação para saber se há relação direta com a vacinação.

Os profissionais de saúde formam a maioria do público vacinado: 417 mil pessoas. Outras 83,6 mil pessoas, entre 15 e 49 anos, foram vacinadas em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) – e da região de Araguaína, em Tocantins. De acordo com o ministério, não houve relato de eventos adversos entre os moradores dessas regiões.

Quem foi imunizado deve ficar atento a sintomas como:

Febre

Dor abdominal intensa e contínua

Vômitos persistentes

Tontura

Sangramentos

Sonolência intensa

Irritabilidade

Sinais de desidratação

Piora do estado geral

Diante desse cenário, a pasta recomenda que quem tomou a vacina nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento em uma unidade de saúde local para observar se haverá ou não reações adversas.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira.

Segundo a análise do ministério, entre os cerca de 500 mil vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% do total. Desses registros, 42 apresentaram sinais de alarme e foram classificados como graves, o que representa 0,008% do total de pessoas imunizadas.

Monitoramento

A partir de terça-feira (09), o Ministério da Saúde também passará a orientar monitoramento ativo para casos na rede hospitalar de:

Dengue em pessoas com vacinação recente;

Casos com sinais de alarme; e Óbitos.

A orientação é de fazer o acompanhamento com aglomerados por lote, unidade ou território. A pasta reforçou ainda que quem foi imunizado segue protegido contra a dengue.

“Essa decisão não invalida a eficácia, mas busca ganhar tempo para fazer estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais para encontrar eventuais fatores de risco ou cenários em que o benefício da vacinação superaria os riscos.

Então, a população vacinada continua protegida. Quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue”, afirmou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).