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Jaru, 4 de novembro de 2026

Brasil

Número de brasileiros com obesidade atendidos pelo SUS cresce 259% em dez anos

O número de brasileiros com obesidade acompanhados pela rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 259% nos últimos dez anos. Os dados divulgados nesta segunda-feira (2) mostram um crescimento preocupante dos registros da doença no país.

Segundo informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), ligado ao Ministério da Saúde, o número de adultos com obesidade passou de 3,09 milhões em 2016 para 11,12 milhões em 2026.

O levantamento também aponta um aumento expressivo nos casos de sobrepeso. Em 2016, cerca de 4,19 milhões de adultos acompanhados apresentavam essa condição. Já em 2026, o número chegou a 10,76 milhões.

Somando os casos de obesidade e sobrepeso, são aproximadamente 21,88 milhões de brasileiros, o equivalente a 71,5% dos adultos monitorados pelo sistema. Pela primeira vez, o número de pessoas com obesidade superou o de pessoas com sobrepeso nos registros do Sisvan.

Especialistas alertam para os riscos à saúde

A obesidade é considerada uma doença crônica e está associada ao desenvolvimento de diversos problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Especialistas destacam que o crescimento dos registros reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção, incentivar a alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas e garantir acompanhamento médico adequado.

Outro desafio apontado é a dificuldade de acesso a tratamentos especializados na rede pública, principalmente para pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo.

O levantamento também revela que, em 24 das 27 unidades da Federação, o número de adultos com obesidade acompanhados pelo sistema já supera o daqueles com peso considerado adequado.

Os números se referem às pessoas monitoradas pelo Sisvan e não representam, necessariamente, a proporção de obesidade em toda a população brasileira.

Diante desse cenário, profissionais de saúde reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e acompanhamento, evitando complicações que possam comprometer a qualidade de vida.