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Jaru, 24 de outubro de 2026

Brasil

Pesquisadores da unicamp desenvolvem curativo líquido que pode reduzir em 50% o tempo de cicatrização

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, desenvolveram um curativo líquido inovador que pode reduzir em até 50% o tempo de cicatrização de feridas. A tecnologia forma uma película protetora transparente sobre a lesão em até 45 segundos e dispensa o uso de gaze, esparadrapo ou ataduras tradicionais.

O desenvolvimento foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, sob coordenação do professor Rubens Maciel Filho. A tecnologia utiliza um polímero biocompatível, chamado poliácido lático, conhecido como PLA, que forma uma espécie de membrana protetora sobre o machucado.

Segundo os pesquisadores, o material cria uma barreira contra agentes externos e oferece condições para a regeneração das células da pele. A película é flexível, resistente à água e acompanha os movimentos do corpo, o que pode facilitar o tratamento de ferimentos em regiões como joelhos e cotovelos.

Outro diferencial é que o curativo não precisa ser retirado ou substituído da mesma maneira que os curativos convencionais. Durante o processo de recuperação, o material é gradualmente absorvido pelo organismo, reduzindo a necessidade de manipulação da ferida e o desconforto provocado pela troca de gazes e ataduras.

resultados promissores, mas ainda sem liberação para uso humano

Os resultados foram observados em testes pré-clínicos realizados em animais, em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí. Nesses experimentos, os pesquisadores identificaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com os métodos convencionais avaliados.

Apesar dos resultados positivos, a tecnologia ainda não está disponível para compra e não pode ser considerada um tratamento comprovado para seres humanos. O produto precisa avançar nas etapas de desenvolvimento e cumprir as exigências regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de chegar ao mercado.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Dermbio Biotech, ligada à Unicamp, que trabalha para viabilizar sua produção e futura comercialização.

A expectativa é que, após a conclusão dos estudos e a obtenção das autorizações necessárias, a inovação possa oferecer uma nova opção para proteger feridas, reduzir o desconforto durante a recuperação e contribuir para acelerar o processo natural de cicatrização.